Arquivo do mês: março 2012

Ex-Adeus à Carne

Muitos homens tem por hábito o batismo de seus membros. Ouve-se falar de Bráulio, Adão, Zecão, Toddy e Menelau; Adamastor, /12 e Deus; há mesmo os inomináveis e os improferíveis. Mas havia uma estranha confraria onde o gênero da alcunha é que se destacava: Maria, Margarida, Madalena; Solange, Flávia, Paula, Ana Cristina… Aquela turma, diferente de tantas outras que desde a mais tenra idade compartilham ruas, deu para batizar seus falos com nomes femininos.

O interessante é que este fenômeno gerou outro tão ou mais curioso: proliferaram na cidade vaginas Fabão, xoxotas Carlinhos, xerecas Zé.

Um dia, João, que batizara seu pau de Maria conheceu uma Maria que batizara sua vagina de João. Outro dia, um Marcelo que batizara sua pica de Martinha conheceu uma Martinha que batizara sua boceta de André. E um André que batizara de Antonia e esta de Adolfo e ele de Ana, ela de Laura, então de Pablo e Marieta e Felipe e Matheus e assim por toda a cidade se alastrou a praga. Benigna. Porque nenhum amante jamais foi flagrado ao se ouvirem suspiros por detrás da porta. Quando muito, o ridículo do ciúme ao antever o marido, eu, por exemplo, com uma Carla: quem é essa zinha?!?! Cadê a vagabunda!?!? E o coitado aqui apenas tocando uma punheta…

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Tema para redação (a redação toda do jornalão): FLANELINHA DE PEDESTRE

O flanelinha de pedestre é a mais nova sensação da capital excultural(sac). Agora você não ficará jamais nunquinha zunindo por aí sozinho ou sozinha. Em nenhuma opção na contramão molhada do guarda-vidas, uma vaga aqui outra acolá no vaivem dos teus quadríceps.

“Melhor só” ficava a sua avó. E mesmo Jobim muito antes de escombros de aeroporto já grafitava com carvão nas grutas do Porcão que “é impossível estacionar feliz sozinho”.

Em Resumo (o Rei dos Rárbaros), com o “Flanelinha de Pedestre” – agora de posse do seu cartão de crédito de apresentação gravado em ouro derretido de dentição – cada passo teu será devidamente acompanhado, orientado, mais para a direita, vira, mais para a esquerda, vira-vira, desfaz, desfaz, tá bom, tá bom e taxado pois então pelo acumpadrado de plantão – em cervejinhas (ou vai quererá andar com um talão metido encimesmado na meiuca das fuças?!).

Também não há verás o que discutir, diz incutir, desencavar a constituição do Ceilão, mandar chamar com quem sabe com quem não está arfando, carteirada terceiro dan, nada nadinha nadão, sob pena do Pindorama Talião: os pneus furados (novíssima e gratuita lipo?!), além da já tradicional arranhadura na lataria.

Resumo d’ópera (aos que não sabem, os mais jovens e/ ou os mais velhos, “ópera” é o chocolate branco da caixa de bombons da Garoto): com tanta lata (as nossas e as das geladinhas) uma boa reciclada isso tudo gerará. E haverá palavra melhor para terminar esta redação? Não! Gerará e ponto. Ok: e viva o FLANELINHA DE PEDESTRE (agora já em versão garrafal também, além da “pescoço-longo”), que alumiará a pátria com tanto alumínio! O XIXI É NOSSO!

oh ps:

Óz txts deste vosso Oldmann continuam lalarilalá. Como publicaricatos non foram, fica aqui o dique:

http://afinaloquequeremasmulheres.globo.com/platb/andrenewmann/

Dramaturgia (enfia no blog da tua mãe)

O comentarista sem assunto não é um defunto. Ao contrário, zela por sua escassez como se fosse ele próprio o (foda-se) vazio que deveras severas contém. O que em si só sus e enormemente já bastaria dever como bastião sagrado do prazer em pólen de suas polêmicas, mas, não: suas poleminhocas, tuas polemelecas, nuas polemicadas, estão para todo o nunca assim confinadas enfadonhas nas fronhas confiadas de maneira que nem mesmo a metafísica se meterá em seu físico. Hip hop ufa!

Vamos então ao que não interessa. O comentarista sem assunto não é um único moribundo nem olhe lá, Oxalá! Não está nauseabundo como um marinheiro adunco de um livro-filme sem escalas. Nem frequenta a quimbanda. Está, por assim dizer, deixe-me ver, como quem bebe uma fanta. Pronto. Entendeu-se?

Vamos ao que estressa. O comentarista sem assunto é na verdade verdadeira da mentira derradeira um artista. É só dar na vidinha da vista adventista que la estalará: a obra completa de sua dieta. Não fala por falta de phalo ou ausência de fi-lo. Cala-se pois ainda não encontrou tema que lhe valesse a trema – mesmo que esta já nada valha a navalha, e, primordialmente, a esmo que Kafka já o tenha malcriado e melhor vestido.

Em resumo, em nome de nada deixem o comentartista sem assunto tonto astuto em paz em sua eterna sagaz escada. Pois não sobe nem desce e se não cai, não amortece. Ostenta o nome como um título bramido sem memoriabilia monorca, a orca listrada amestrada amedrontada de amêndoas manhosas rosas. E esta bela bosta balé basta: é um comentarista e ponto odontológico, é claro raro ralo. Um comerciante do som distante de um tamanco na vitela da vazia viela sob nó noturno. Ou mesmo o som imundo dum coturno dê dia. Mesmo que seu único comentário seja feito pelos outros e assim escreva-se “Espanto”.